Developing Person-Centred
Counselling
Resumido por Nuno Simão
Título:
Developing Person-Centred Counselling
Autor: Dave Mearns
(colaboração de: Brian Thorne, Elke Lambers, Dion Van Werde)
Editora: Sage Publications
ISBN: 0-8039-8982-2
133 Paginas
Este livro
insere-se numa série editada sob o título “Developing Counselling”. O editor
refere que este livro “assume que os leitores têm um ‘working knowledge’ da
abordagem em questão”. A quem preocupa o livro estar escrito em inglês,
refiro que este facto não será impeditivo da sua leitura já, que a linguagem
utilizada é bastante acessível.
À primeira
vista os temas de algumas secções (como por exemplo: o que fazer se não se é
perfeito, como trabalhar como um casal, que quantidade do seu self pode usar
terapeuticamente com o seu cliente), podem iludir-nos quanto ao tipo de
livro que temos em mão, como de um receituário se tratasse. No entanto uma
leitura atenta, revela uma reflexão ponderada por parte dos autores, apoiada
na prática clínica, como é evidenciado pela utilização abundante de
transcrições de sessões e de resumos de casos clínicos. Assim, os títulos
nada mais evidenciam do que algum pragmatismo (tipicamente inglês), bem como
uma certa dose de propaganda, dirigida à nossa atenção e curiosidade.
O livro está
dividido em 5 principais secções (Estendendo as condições terapêuticas, O
desenvolvimento do conselheiro, A aliança terapêutica, O processo
terapêutico, Psicopatologia centrada na pessoa), as quais não são estanques,
já que o próprio autor, nos vários capítulos, faz referências e elementos
debatidos em diferentes secções do livro. No final de cada tema debatido, é
apresentado um quadro resumo das ideias fundamentais.
1.
Estendendo as
condições terapêuticas
a.
Olhar condicional
positivo VS gostar de
b.
A qualidade da
presença com o cliente
c.
Limites,
variabilidade, flexibilidade no estabelecimento do contrato terapêutico
d.
Totalidade do
cliente VS dinâmicas internas especificas
e.
A confiança do
terapeuta em ser ele próprio na relação
2.
O desenvolvimento
do conselheiro
a.
A paralisia do
conselheiro
b.
O problema da
necessidade de parecer inteligente
c.
Fazer (doing) VS
Ser (being)
d.
Burn out
e.
Os limites do
desenvolvimento pessoal do conselheiro na construção da sua congruência
f.
O uso do grupo de
formação em counselling, como meio de construir a congruência de si na
abordagem
g.
“Transcendental
core” uma contribuição de Brian Thorne em que este reflecte sobre a
qualidade da presença na relação e da experiência desta presença como algo
do domínio do transcendental
3.
A aliança
terapêutica
a.
O risco da
especialização do conselheiro em grupos problemáticos, como algo que conduz
à estereotipização do cliente
b.
Estar ao lado (be
besid) VS do lado de (on the side)
c.
Algumas reflexões
das várias vertentes, da abordagem, sobre o trabalho com casais
d.
A experiência de
Brian Thorne em terapias breves num centro de
counseling
universitário
e.
O problema de
certos aspectos da relação terapêutica nunca serem explicitados
4.
O processo
terapêutico
a.
Grande parte
desta secção refere-se ao problema da responsabilidade e do poder de decisão
que o cliente coloca sobre o terapeuta e das dificuldades que surgem no
gerir desta situação
b.
O focusing e a
sua utilização integrada na prática do
counseling, não como uma técnica
mas como um a atitude
c.
Os cuidados na
avaliação da mudança do conceito de self, a qual não é feita num processo
linear, o que pode dar origem interpretações erradas relativamente à
evolução do processo
d.
Confrontação: não
como uma experiência de ameaça ao cliente mas como um espelho onde o cliente
é convidado a reflectir-se
e.
Avaliar e lidar
com as paragens no processo terapêutico
5.
Psicopatologia
centrada na pessoa
Esta secção, mais do que estereotipizar a prática clínica,
apresenta algumas reflexões sobre os desafios colocados às condições
necessárias e suficientes que algumas características ou quadros
psicopatológicos apresentam.